Cerca de duas mil pessoas lotaram o ginásio de esportes do Colégio Estadual Elpídio de Almeida, em Campina Grande, nesta quinta-feira-22, para assistir palestras sobre educação familiar proferidas por promotores de Justiça, professores e voluntários ligados às causas das crianças e adolescentes. Os temas abordados foram diversificados, mas a prevenção e o combate às drogas predominaram nas discussões.
O promotor de Justiça Herbert Douglas Targino, da Infância e da Adolescência, chamou à responsabilidade de mães e pais de família sobre a necessidade de impor limites na criação dos filhos menores de idade. Segundo ele, a disciplina é imprescindível neste processo, sob pena de estarem lançando para o mundo jovens rebeldes que poderão causar problemas à sociedade e ao seu próprio seio familiar.
“O nosso propósito não é o de processar e, muito menos, pedir a condenação de quem quer que seja. Estamos aqui na condição de cidadão e pai de família para alertar aos senhores sobre a necessidade de se adorar regras na criação dos filhos. Um bom e saudável relacionamento entre marido e mulher pode servir de exemplo na tarefa de educar das crianças, disse Herbert Targino.
Ele lembrou que, uma vez consolidada uma boa educação doméstica, os pais de família têm por obrigação acompanhar o dia a dia de seus filhos na escola, observando suas notas, o comportamento e o grau de respeito deles para com professores e colegas. Para o promotor, estas medidas são fundamentais quanto ao aspecto de prevenção contra as drogas.
O promotor Berlindo Estrela, titular da Vara da Família de Campina Grande, também prestigiou o evento. Em sua fala, discorreu sobre as relações familiares do ponto de vista jurídico e, lembrou, por outro lado, que o Projeto Nome Legal, que consiste em fazer o reconhecimento de paternidade de crianças e adolescentes cujo registro de nascimento não consta o nome do pai biológico, continua à disposição de todos no Ministério Público da Paraíba.
O coordenador do “Fome Zero”, Éder Rotondano, abordou questões relacionadas às condições que garantem às famílias carentes a permanência no Programa, dentre as quais, a manutenção das crianças e adolescentes nas escolas, o cumprimento com os cuidados básicos com a saúde, seguindo o calendário de vacinação das crianças de zero a seis anos, além da agenda pré e pós-natal das gestantes e mães em amamentação.
A elevada e crescente evasão de crianças do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), também foi objeto de preocupação entre os participantes do encontro. Segundo a professora Maria das Dores, o número de faltosos aumenta a cada dia, o que pode caracterizar negligência da parte dos pais envolvidos no processo e, como agravante, abre margem para que menores de idade sejam atraídos para o mundo das drogas.
A propósito das drogas, o representante da 3ª Gerência regional de Ensino, Rubens Nascimento, chamou à atenção dos pais de famílias participantes do encontro sobre o fato de que crianças e adolescentes estariam na iminência de se transformar em “aviões” dos traficantes, que geralmente atuam nas periferias e até nas portas das escolas de Campina Grande. Alerta na mesma direção foi dado pelo voluntário das polícias comunitárias Valmir Nascimento.
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