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Com projeto de inclusão social, MPPB se torna pioneiro entre Ministérios Públicos do país

O dia começou cedo para Djair Moreira. Nesta quinta-feira (10) às 5h40 ele pulou da cama e ficou chamando a irmã para se dirigir ao Ministério Público da Paraíba (MPPB). A ansiedade dele tinha um nome: felicidade. Aos 29 anos, portador da Síndrome de Down, Djair mal pode esperar para ter a sua primeira experiência de inclusão no mercado de trabalho.

 

 

E isso começará na próxima semana, quando ele e mais três portadores da mesma síndrome farão uma espécie de estágio no MPPB. Mas, o passo inicial foi dado nesta quinta-feira quando foi assinado um convênio entre o órgão estadual e a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de João Pessoa (Apae-JP). O fruto do convênio é o projeto “MP para todos - iguais na diferença” que objetiva a inclusão de pessoas com deficiência e pioneiro entre os Ministérios Públicos do país.

 

A irmã de Djair, Maria Ceneide Moreira – que tem a guarda dele há oito anos, desde que a mãe deles faleceu – contou que está muito orgulhosa: “estamos muito felizes, até porque é bom saber que estão inserindo ele na sociedade. É um avanço e que vai ajudar muito. Ele está se sentindo realizado porque vê que as pessoas saem para trabalhar e agora ele vai poder dizer que tem um trabalho também”.

 

Josefa Luiz da Silva, mãe de Carlos Antônio, 16 anos, outro usuário da Apae que vai integrar o projeto, estava bastante emocionada durante a cerimônia. Para ela, a oportunidade que foi dada ao filho é uma bênção de Deus. Djair e Carlos terão ainda a companhia de Jonathan Humberto, de 16 anos e Ângela Cristina da Costa, de 29 anos.

 

Os quatro foram escolhidos pela equipe da Apae por já desempenharem algumas pequenas tarefas dentro da própria entidade. O grupo virá para o MPPB três vezes por semana, no turno da tarde. Gabinete do Procurador-Geral de Justiça, Corregedoria, Diretoria de Apoio Funcional (Diafu) e Protocolo-geral são os locais designados para receber cada um dos novos estagiários. Antomiro Lins, psicólogo da Apae, dará o suporte necessário para os estagiários.

 

“Esse projeto de inclusão social é um grande sonho, desde a minha primeira administração. Eu já havia visto pessoas com Down trabalhando em vários lugares, como em farmácia. E esse era um exemplo de contribuição para que eles se sintam úteis, vivos”, disse o procurador-geral Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, em seu discurso – após a assinatura do convênio.

 

Ainda durante a sua fala, o procurador-geral convidou Djair para cumprimentar o público presente, composto de procuradores, promotores, servidores do MPPB, familiares dos usuários da Apae e funcionários da Apae.

 

Para Oswaldo Trigueiro, o projeto além de ser um orgulho, pelo pioneirismo entre os Ministérios Públicos do país, será importante para quem terá o prazer de conviver com os novos estagiários. “Eles nos possibilitam um universo maravilhoso e com certeza vão humanizar os corações”, finalizou.

 

A vice-presidente da Apae, Aline Marcolino, qualificou o projeto como um “presente”. “Essa é uma tarde comemorativa. A Apae é muito grata ao Ministério Público, principalmente porque sabemos que o portador de Síndrome de Down precisa de diversos estímulos. E, esse projeto é um estímulo de inserção social. Vamos lutar pela busca da dignidade”, destacou.

 

Durante a cerimônia, houve uma apresentação do Grupo de Jazz da Apae. As meninas com Síndrome de Down dançaram a música New York, New York.

 

A iniciativa e implementação do projeto de inclusao social no MP foi do Departamento de Bem-Estar Social da instituição, conduzido pelas servidoras Maria Aparecida Wanderley e Fátima Bahia.

 

Além do procurador-geral e da vice-presidente da Apae, a mesa foi composta pelo sub-procurador geral, Nelson Lemos; pela sub-procuradora, Kátia Rejane Lucena; pelo secretário de Desenvolvimento Social do Município de João Pessoa, Antônio Jácome Filho; pela secretaria-executiva do “Nós Podemos Paraíba”, Beatriz Ribeiro; pelo corregedor geral, Alcides Jansen; pelo secretário-geral do MPPB, Francisco Lianza; pelo presidente da Associação Paraibana do MPPB, Amadeus Lopes e pela presidente da Fundação Centro de Apoio Integrado ao Deficiente (Funad), Simone Jordão Almeida.

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mppb