O Ministério Público da Paraíba (MPPB) vai convocar para uma reunião, em data a ser definida, os gestores municipais e estaduais de Saúde para encontrar uma saída que viabilize a reorganização do sistema de atendimento de urgência e emergência na rede hospitalar de Campina Grande.
A medida foi anunciada pelos promotores de Justiça Luciano de Almeida Maracajá e Adriana Amorim de Lacerda, após verificarem “in loco”, juntamente com técnicos dos conselhos regional de Medicina, de Enfermagem, de Farmácia e de Odontologia e com a Vigilância Sanitária, o quadro de permanente superlotação no Hospital de Trauma Dom Luís Gonzaga Fernandes.
A unidade hospitalar além de receber pacientes de todas as regiões paraibanas ainda atende pessoas vindas de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, o que compromete a capacidade de funcionamento.
De acordo com a explicação dada pelo diretor do Hospital, médico Geraldo Medeiros, aos promotores Luciano Maracajá e Adriana Amorim, a superlotação ocorre porque os outros municípios paraibanos não prestam serviço de urgência e, por outro lado, a própria rede local não providencia leitos de retaguarda. Com isso, o Trauma estaria se distanciando de seu perfil, assemelhando-se a um hospital geral. Uma ala de capacidade para sete pacientes, já chegou a receber 21 pessoas, precariamente.
“A situação é preocupante, pois, em que pese o empenho dos profissionais, essa situação acarreta em demora no atendimento e, mais adiante, faz aumentar o risco de infecção hospitalar, devido a superlotação”, avaliou Adriana Amorim, coordenadora do Núcleo de Apoio Operacional às Promotorias de Saúde da Paraíba.
A inspeção feita por Adriana Amorim e Luciano Maracajá, da Promotoria de Saúde, juntamente com os integrantes dos demais órgãos fiscalizadores, foi encerrada com visitas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA e ao Hospital da Criança Doutor Bezerra de Carvalho, ambos gerenciados pelo município de Campina Grande.
Na primeira unidade, as instalações estão adequadas, restando algumas providências a serem implementadas para a melhoria do serviço. Havia médicos, enfermeiros, assistentes sociais e dentista prestando serviço. Lá, foram feitos em junho passado 8.186 atendimentos, principalmente na área da clínica médica. Mesmo assim, ficou constatado que a espera continua longa.
Na segunda unidade, inaugurada há pouco mais de um mês e especializada em atendimento a crianças e adolescentes, verificou-se que ainda não são oferecidos todos os serviços previstos e necessários. Foi constatada a ausência de laboratório e de leitos de UTI. No entanto, havia médicos de plantão, que ao longo da última terça-feira (10), dia da inspeção, já havia atendido a cerca de 120 pacientes.
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