Conselheiros tutelares das cidades de Caaporã e Pitimbu, no Litoral Sul da Paraíba, participam, nesta terça-feira (18), do curso de capacitação promovido pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Criança e do Adolescente (Caop da Criança) e pela Promotoria de Justiça de Caaporã.
Um representante do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDAC) de Pitimbu também participa do evento que começou às 8h, na Secretaria Municipal de Educação de Caaporã e será encerrado às 17h. O CMDAC de Caaporã não enviou representantes porque está desativado.
De acordo com a promotora de Justiça de Caaporã, Cassiana Mendes de Sá, a capacitação tem como objetivo aprimorar o trabalho dos conselheiros. “É importante que eles tenham autonomia para que consigam desenvolver o trabalho de forma mais efetiva e eficaz, garantindo, com isso, os direitos e os interesses das crianças e dos adolescentes”, disse.
O curso vai abordar o Estatuto da Criança e do Adolescente e suas alterações, as atribuições dos conselhos tutelares e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e vai orientar os participantes a como agir nos casos de violência sexual e doméstica praticadas contra o público infantojuvenil.
Segundo a promotora de Justiça, alguns dos assuntos bastante discutidos na manhã desta terça, foram a falta de estrutura dos conselhos tutelares e as dificuldades enfrentadas pelos conselheiros no exercício da função. “É importante que o poder público colabore com a estrutura dos conselhos para que seja feito um bom trabalho. Foram destacadas as dificuldades que vão desde a falta de transporte até a carência de material de expediente nos conselhos. O Município tem a obrigação de garantir uma boa estrutura de funcionamento dos conselhos”, disse.
TAC descumprido
A falta de estrutura dos conselhos tutelares de Pitimbu e Caaporã foi alvo de termo de ajustamento de conduta (TAC) celebrado entre os dois prefeitos e o Ministério Público Estadual. O TAC celebrado em 2011 com o Município de Pitimbu concedeu prazo de 90 dias para que a prefeitura providenciasse a estrutura adequada de trabalho ao conselho tutelar da cidade.
Segundo a promotora Cassiana Mendes, o TAC foi descumprido e, no mês passado, a promotoria ajuizou ação de execução do TAC.
Os conselheiros tutelares de Caaporã também informaram que o TAC celebrado com o município não foi cumprido integralmente. A Promotoria de Justiça fará inspeção no conselho para verificar que termos estão pendentes de solução.
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