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Procurador-geral recepciona integrantes da Comissão Julgadora do concurso de arquitetura do MPPB

Arquiteto reconhece subjetividades na análise de projetos, mas garante que Arquitetura é uma ciência

Nem sempre o projeto que a maioria acha mais bonito vence um concurso de Arquitetura e sim o mais funcional e que tenha conteúdo. É o que alertou, na manhã deste sábado (16), o arquiteto e urbanista César Dorfman, do Instituto de Arquitetos do Brasil no Rio Grande do Sul (IAB-RS) e que preside a Comissão Julgadora do ‘Concurso Público Nacional de Anteprojetos de Arquitetura para a Contratação do Projeto Arquitetônico do Complexo do Ministério Público da Paraíba, em João Pessoa'.

 

“É uma questão cultural em se avaliar um projeto arquitetônico pelo seu aspecto subjetivo. Mas a Arquitetura é uma ciência”, aponta César Dorfman, amenizando: “É claro que na análise científica há o momento da subjetividade”. “A subjetividade sempre vai existir, mas o importante é que, na maioria das vezes, o consenso entre os membros julgadores sempre prevalece”, completou o também arquiteto e urbanista Sérgio Parada, de Brasília, que também integra a Comissão Julgadora.

“A ansiedade de conhecer o material é sempre grande. Ficamos sempre na expectativa: será que o que vem vai corresponder às nossas expectativas?”, completou o arquiteto e urbanista Luiz Fernando Janot, do Rio de Janeiro, também integrante da Comissão Julgadora, ressaltando que toda comissão há uma diversidade de olhares e se tenta trazer para o consenso uma contribuição mais interessante e prática. “A comissão sempre tenta superar o negócio da opinião pessoal para se chegar a um consenso”.

Os três profissionais da Comissão Julgadora do ‘Projeto Arquitetônico do Complexo do MPPB’ foram recepcionados na manhã deste sábado (16), no Nord Imperial Hotel, em João Pessoa, pelo procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, que fez uma explanação resumida da trajetória e dos aspectos trabalhados para a construção dos prédios do futuro Complexo do Ministério Público da Paraíba, na capital do estado.

“Hoje, em João Pessoa, somos uma instituição distribuída em 13 prédios pela cidade, sendo que nove são locados. E agora temos uma perspectiva de uma casa para abrigar todas as nossas unidades”, apontou o procurador-geral, ressaltando a necessidade de um Complexo que vai primar pela funcionalidade, mas sem deixar de dar importância à estética na vida das pessoas que nele vão trabalhar. “Não queremos só ter uma sede, mas dar uma obra de arte para a cidade. E vamos primar muito pela qualidade e acompanhar tudo muito de perto”, garantiu Oswaldo Trigueiro.

Na recepção aos integrantes da Comissão Julgadora, a arquiteta Cristina Evelise Vieira Alexandre, assessora II de Arquitetura da Procuradoria Geral de Justiça do MPPB, fez questão de ressaltar: “O presidente nacional do IAB, Sérgio Magalhães, elogiou a postura do Ministério Público da Paraíba de realizar o concurso arquitetônico, servindo de modelo para os demais órgãos públicos da região e do país”, revelou a arquiteta.

A análise e julgamento das 18 propostas inscritas no concurso promovido pelo MPPB tiveram início na manhã deste sábado. As Comissões Organizadoras e de Julgamento estão reunidas até este domingo (17), nas dependências do Nord Imperial Hotel, em João Pessoa. O Complexo do Ministério Público será construído às margens da BR-230, entre João Pessoa e Cabedelo, em um terreno de 23.788,10 metros quadrados, terá 24 mil metros quadrados de área edificada, num custo total estimado em R$ 60 milhões. O valor do contrato para o desenvolvimento do ‘Projeto Arquitetônico do Complexo do MPPB’, a ser celebrado entre o Ministério Público e o autor (ou autor principal e responsável técnico pela proposta vencedora do processo licitatório), é de R$ 720 mil. O concurso está sendo promovido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento da Paraíba (IAB-PB), numa parceria celebrada entre as duas instituições (Contrato 014/2012).

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