Com a participação do procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, sessão do Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), na manhã desta sexta-feira (24), está discutindo o recebimento de reclamação disciplinar contra o juiz José Edvaldo Albuquerque pela Corregedoria de Justiça. O Pleno está reunido para decidir se acolhe esse procedimento preliminar para instaurar o Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).
No dia 2 de maio, com base em procedimento investigatório, o Ministério Público da Paraíba protocolou no TJ-PB denúncia contra os envolvidos na 'Operação Astringere', deflagrada em João Pessoa no dia 18 de abril, que culminou com a prisão de advogados, policiais, um delegado e do juiz José Edvaldo Albuquerque, do 2º Juizado Especial Misto de Mangabeira. Junto com a denúncia, também foi encaminhado um pedido de sequestro de bens e bloqueios financeiros dos acusados.
Na operação, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, quatro mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia na capital. Também foram presos pela Polícia Federal o delegado da Polícia Civil da Paraíba, Edilson de Araújo Carvalho; e os advogados Cícero de Lima Souza, Eugênio Vieira Almeida, Gláuber Jorge Lessa Feitosa e Dino Gomes Ferreira.
Além desses citados, a denúncia protocolada pelo Ministério Público ainda registrou os nomes do advogado Marcello Vaz Albuquerque de Lima, o policial civil Milton Luiz da Silva, o policial militar Ednaldo Adolfo de Souza, além de João Luiz de Franca Neto, Gildson José da Silva e Jadilson Jorge da Silva.
Na época da 'Operação Astringere', de acordo com as investigações, quando os acusados souberam das apurações, começaram a intimidar as pessoas que prestavam depoimentos aos policiais federais. As ameaças às testemunhas ocorreram através de dossiês montados para incriminar quem prestava depoimentos. Ainda de acordo com a Polícia Federal, somente na casa do juiz preso foram apreendidos cerca de R$ 400 mil em alvarás. As provas estão reunidas em mais de 300 páginas do inquérito policial.
Já o pedido de sequestro de bens e bloqueios de contas bancárias atinge, além dos doze envolvidos, a empresa CM Construções Ltda., situada na cidade de Lucena e que figuram como sócios Cícero de Lima e Souza e Maria do Carmo de Lima Sousa Neta.
Telefone: (83) 2107-6000
Sede: Rua Rodrigues de Aquino, s/n, Centro, João Pessoa. CEP:58013-030.
Contatos das unidades do MPPB