Alunos, pais e professores da escola municipal Severino Montenegro, localizada em Alagoa Grande (a 107,5 quilômetros da capital), já estão participando da segunda etapa do “Menina Abusada”, projeto desenvolvido pelo Ministério Público paraibano (MPPB) em parceria com a Associação “Missão Restaurando Vidas” e a Fundação Luterana de Diaconia para combater a violência sexual praticada contra crianças e adolescentes. O trabalho tem o apoio da Prefeitura de Alagoa Grande.
No último dia 22, professores e outros profissionais da educação se reuniram, pela manhã, no ginásio da unidade de ensino com os profissionais do Centro de Apoio às Promotorias (Caop) da Criança e do Adolescente do MPPB, para discutir as temáticas e metodologia dos trabalhos. Na ocasião, também foi repassado aos educadores o material pedagógico do projeto.
À tarde, foi realizada uma reunião com os pais dos alunos para conscientizá-los da importância do projeto e do papel da escola no enfrentamento ao abuso e à violência sexual contra crianças e adolescentes.
De acordo com a coordenação do Caop, a segunda etapa do “Menina Abusada” durará três semanas. Esta semana, os alunos vão desenvolver atividades sobre orientação sexual, na próxima semana será trabalhada a temática da violência sexual e na terceira e última, as atividades estarão voltadas às estratégias de prevenção do problema.
Na primeira etapa do projeto, profissionais e gestores de educação participaram de palestras ministradas por assistentes sociais, psicólogos e promotores de Justiça. Eles foram orientados a como identificar os casos e encaminhá-los ao sistema de garantia dos direitos das crianças e adolescentes. Na primeira etapa, um grupo de teatro de rua profissional também apresentou uma peça para conscientizar a comunidade escolar sobre o assunto.
Em Sapé
O primeiro município a aderir à segunda etapa do projeto “Menina Abusada” foi Sapé (a 55 quilômetros de João Pessoa). As atividades desenvolvidas na escola municipal Pedro Ramos Coutinho foram encerradas na segunda-feira passada (dia 20), no Imperial Recepções, quando a diretoria da escola entregou ao MPPB o projeto pedagógico que recebeu o mesmo nome do projeto, com ações sistematizadas de enfrentamento à violência e ao abuso sexual contra o público infanto-juvenil que serão incluídas no projeto político-pedagógico da unidade de ensino.
O evento de encerramento do projeto contou com a presença dos alunos, pais dos alunos e educadores, de representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, da sociedade civil organizada e da promotora de Justiça que coordena o Caop da Criança e do Adolescente, Soraya Escorel.
Foram apresentados todos os trabalhos pedagógicos realizados em sala de aula sobre os temas: corpo humano, reprodução humana, gravidez, tipos de parto, fecundação, puberdade, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), relação de gênero, afetividade, violência sexual, prevenção à violência sexual e formas de denunciá-la. Também foram apresentados os trabalhos educativos desenvolvidos sobre o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente, o trâmite da denúncia sobre abuso e violência sexual contra o público infanto-juvenil até a aplicação lei.
Além dos trabalhos, os alunos apresentaram uma versão do teatro de rua “Menina Abusada”.
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