O conflito é inerente ao ser humano e precisa ser tratado de forma correta, para que possa ser transformado em algo positivo na vida das pessoas. Do contrário, até tragédias podem resultar dos conflitos que não são bem avaliados e tratados. O alerta é do promotor de Justiça Francisco Edson de Sousa Landim, do Ministério Público do Ceará (MPCE), que ministrou a palestra 'Mediação de Conflitos Familiares', na manhã desta sexta-feira (14), durante o 'I Ciclo de Palestras Sobre Direito de Família – Relações interpessoais no contexto familiar', no auditório do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em João Pessoa.
O tema desenvolvido pelo promotor Landim teve como debatedora a psicóloga e professora de Psicologia Jurídica do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Juliana Toledo Rocha. “A técnica da escuta e do diálogo é o caminho para a resolução dos conflitos”, completou a professora. O evento é promovido pelo MPPB, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), da Coordenação das Promotorias Cíveis e de Família e da Fundação Escola Superior do Ministério Público (Fesmip).
“Se não houver conflito, não há mediação”, destacou Francisco Landim, acrescentando: “O promotor-conciliador tem que trabalhar com o conflito real e não com o conflito aparente. E só resolve o problema se escutar as partes. Na prática, 50% dos conflitos se resolvem pela escuta respeitosa”. Ele lembra que na mediação quem decide são as partes por meio do diálogo.
No Ceará, de acordo com o promotor, onde ele coordena um programa de mediação comunitária, 16.164 pessoas foram atendidas no ano de 2012 e o índice de resolubilidade chegou a 87%. “Viramos modelos de mediação comunitária para os estados do Maranhão, Acre e Rondônia. Espero que a Paraíba também abrace esse programa”, ressalta o promotor de Justiça.
O 'I Ciclo de Palestras Sobre Direito de Família – Relações interpessoais no contexto familiar' foi aberto na manhã desta sexta-feira (14), no auditório do Ministério Público da Paraíba, em João Pessoa, pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, que destacou a importância de discutir questões da atualidade.
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