O Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Cidadania e dos Direitos Fundamentais (Caop da Cidadania), Valberto Cosme de Lira, reuniu-se nesta segunda-feira (19) com a assessora de arquitetura da Procuradoria-Geral de Justiça, Cristina Evelise Vieira Alexandre, e o assessor de planejamento do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), Klauber Nascimento Brito, para tratar do estabelecimento de parceria público-privada para a realização de projetos na área da cidadania. A parceria se ampara, essencialmente, no Programa MP Voluntário e no Termo de Cooperação técnico-científico já firmado com o Unipê.
O primeiro projeto discutido foi o "Adote uma ILPI", que visa delinear um perfil da população atualmente abrigada nas 12 Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI's) existentes na grande João Pessoa. O objetivo é efetuar um censo desses idosos, com coleta de dados relativos ao seu histórico, condições pessoais e de saúde, além de identificação fotográfica, com o auxílio de estudantes universitários das áreas de psicologia, enfermagem, odontologia, fisioterapia e fonoaudiologia. Em um segundo momento, pretende-se construir um banco de dados com as informações coletadas, que poderá ser consultado pelos órgãos pertinentes e deverá ser atualizado sempre que algum idoso buscar institucionalização em qualquer dessas ILPIs.
Outro projeto passível de ser beneficiado pela parceria com a instituição de ensino superior, é o da fiscalização de curatelas, que visa efetuar, junto ao Tribunal de Justiça da Paraíba, um levantamento dos indivíduos interditados na capital paraibana para constituição de um banco de dados, que poderá ser confrontado com o do INSS e consultado pelos órgãos responsáveis. Em seguida, deve haver a atualização desse banco de dados, sempre que for proferida uma sentença de interdição, bem como cientificar o Instituto de Polícia Científica (IPC) para providenciar uma nova identidade para o interditado, com acréscimo de sua situação. Esse procedimento tem por finalidade inibir a prática criminosa de efetuar empréstimo em nome de indivíduo interditado.
O terceiro projeto em pauta foi relacionado à acessibilidade nas calçadas. Pretende-se criar um grande fórum, com a participação do MPPB, Unipê, Conselhos de Engenharia e Arquitetura, Câmara Municipal, Assembleia Legislativa, dentre outros órgãos pertinentes, para discutir o problema. A parceria com alunos das áreas de engenharia e arquitetura do Unipê pode representar um grande auxílio na fase de diagnóstico da situação na capital paraibana, bem como no desenvolver do projeto.
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