O promotor da Saúde de Campina Grande, Luciano Maracajá, realizou, na quinta-feira (12), uma audiência com a secretária de Saúde de Campina Grande, Lúcia de Fátima Derks, e representante da Cooperativa Campinense de Anestesiologistas (Cocan) para discutir a greve dos anestesiologistas da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP). A audiência foi solicitada pela secretária que pediu ajuda ao Ministério Público na construção de um entendimento que possa resultar no fim da greve dos profissionais dos hospital, que estaria impossibilitado de realizar cirurgias por conta da ausência nesses profissionais.
Durante a audiência, a secretária garantiu que o repasse dos recursos do SUS para o Hospital da FAP passa, mensalmente, de R$ 1 milhão, e nem assim aquela unidade consegue por fim à paralisação de seus anestesiologistas. Já a advogada da Cocan, Olindina Ioná Ramos, alegou que o Hospital da FAP deve a esses profissionais salários referentes aos meses de julho e agosto passados.
Além dos transtornos causados pela própria greve, ainda há indefinição sobre os plantões desses médicos no Hospital da FAP, o que deverá ser resolvida até eles retomarem suas atividades.
Ao pontuar que a “queda-de-braço” entre a FAP e a Cocan é sinônimo de desrespeito aos humanos, o promotor Luciano de Almeida Marajá deu prazo de 48 horas à direção daquele hospital para apresentar uma saída para o impasse. A FAP também deve apresentar à Promotoria de Saúde, o quanto antes, a escola de plantões dos anestesiologistas que prestam serviços ao hospital.
O promotor Luciano Maracajá alertou que, qualquer óbito que eventualmente ocorra naquele hospital por ausência de médico grevista, a responsabilidade será imputada ao presidente da FAP, Jairo Oliveira, e ao anestesista que deveria estar de plantão.
“Enquanto doentes buscam ajuda em um hospital que se diz filantrópico e em uma cooperativa que se diz preocupada com a saúde, prevalecem nas audiências dessa natureza as questões financeiras. Melhoria na saúde pública, jamais”, lamentou o promotor Luciano de Almeida Maracajá.
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