O estádio Virgílio Veloso Borges, conhecido como “Teixeirão”, continua interditado e proibido de realizar eventos esportivos. A medida se deve à reprovação dos itens de segurança exigidos pelo Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003) e pela Portaria 124/2009 do Ministério dos Esportes. Na última segunda-feira (16), a Comissão Permanente de Adoção de Medidas de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios da Paraíba – coordenada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) - realizou uma nova inspeção no estádio localizado no município de Santa Rita, na Grande João Pessoa.
Segundo o procurador de Justiça Valberto Lira, foi constatado que os problemas de segurança já identificados na inspeção anterior realizada no início do ano continuam. “Na época, constatamos que o 'Teixeirão' não tinha condições de realizar qualquer partida. Foi expedida uma recomendação para que fossem adotadas as providências para atender aos requisitos mínimos exigidos para que os estádios realizem partidas de futebol. A ação era preventiva porque já sabíamos que o Santa Cruz (time de Santa Rita) iria participar do campeonato profissional da 2a divisão. A administração municipal pediu uma nova vistoria no dia 30 de agosto, que só foi possível ser feita no último dia 16. Lamentavelmente, foi constatado que as medidas recomendadas não foram atendidas. Por isso, o estádio continua reprovado e proibido de realizar eventos esportivos”, explicou.
Dentre os problemas de segurança existentes no “Teixeirão” e apontados no laudo da Polícia Militar estão: a ausência de catracas para fazer o controle do número de torcedores; a falta de mecanismo capaz de verificar se os torcedores estão entrando no estádio com objetos proibidos e perigosos (como bombas caseiras, fogos de artifício, armas, garrafas de vidro, etc).
“Não há nada que faça a separação física das torcidas nas arquibancadas; o alambrado que separa o público do campo tem cerca de dois metros de altura e qualquer pessoa pode pular”, acrescentou o representante do MPPB.
Participaram da inspeção representantes do Ministério Público estadual, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PB), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
Solução
Para conseguir a aprovação do laudo de segurança e a liberação do estádio para a realização de partidas de futebol, a prefeitura de Santa Rita deve procurar a promotoria de Justiça local para que seja lavrado um termo de ajustamento de conduta (TAC), com a presença da Comissão Permanente, que deverá acompanhar a execução das obras e ações que ficarem acordadas. “Caso contrário, o 'Teixeirão' continuará interditado”, disse Valberto Lira.
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