MPPB recomenda medidas para garantir medicamentos a pacientes com hanseníase

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou à direção geral do Hospital Clementino Fraga, localizado em João Pessoa, que mantenha o estoque de poliquimioterapia suficiente para a dispensação do medicamento aos pacientes que dele necessitem. Também foi recomendado à Secretaria Estadual de Saúde (SES-PB) que se mantenha vigilante junto ao Ministério da Saúde para que não ocorra desabastecimento dos medicamentos necessários para o tratamento da hanseníase.

Os medicamentos que fazem parte da poliquimioterapia são Rifampicina, Dapsona e Clofazimina.

A recomendação foi expedida pela 48ª promotora de Justiça da Capital, Maria das Graças Azevêdo Santos, que atua na defesa da Saúde, devido ao alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), em dezembro de 2019, ao Ministério da Saúde, sobre problemas na produção e distribuição dos antibióticos para tratamento da hanseníase e ao fato de que,segundo o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), municípios de pelo menos 18 estados do País estão sem os remédios (uma combinação de três antibióticos chamados de poliquimioterapia, ou PQT) usados para tratar a doença.

Segundo a promotora de Justiça, os medicamentos precisam ser utilizados pelos pacientes por um período de até 24 meses. “Após as primeiras medicações, o paciente não transmite mais a doença, porém, é de suma importância que o tratamento seja concluído. Dessa forma, não há reincidências e novas possibilidades de contaminações”, explicou.

 

Imagem ilustrativa