Promotoria de Queimadas discute medidas de preservação da pedra de Santo Antônio

A Promotoria de Justiça Cumulativa de Queimadas, região do Agreste da Paraíba, promoveu nesta segunda-feira (3), uma audiência com a prefeita e o presidente da Câmara de Vereadores de Fagundes, respectivamente Magna Madalena Rusicci e Alexandro Dantas Souza, para discutirem ações para a preservação da área onde fica localizada a pedra de Santo Antônio.

A iniciativa partiu do 1º promotor de Justiça de Queimadas, Márcio Teixeira de Albuquerque, depois de receber denúncias de que a parte da Serra do Bodopitá, que abrange os municípios de Fagundes, Queimadas e Caturité, vem sendo ocupada por comerciantes de alimentos que estariam levantando construções desordenadas, comprometendo a paisagem e a preservação ambiental do local.

Para o promotor e os representantes dos poderes públicos de Fagundes, a questão seria resolvida em definitivo mediante a criação de uma Área de Preservação Ambiental (APA), o que exige análises e laudos mais aprofundados. Para tanto, o promotor Márcio Teixeira de Albuquerque vai realizar nova audiência, em data a ser definida, que deverá contar com representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep), para os encaminhamentos que a questão exige.

Tido como um dos principais pontos turísticos da Paraíba, a pedra que fica na Serra do Bodopitá tem seu nome em homenagem a Santos Antônio de Lisboa. De acordo com a tradição popular, quem passa por baixo dela três vezes, consegue pretendente a casamento no ano subsequente.

A Serra do Bodopitá é uma área com matas e fontes de água doce, utilizada por praticantes de esportes de aventura, como o trekking (trilhas pelas matas). No local, ainda existe o Sítio das Laranjeiras, uma rocha situada à beira de um penhasco, que revela dezenas de pinturas rupestres, feitas pelos índios que habitavam o lugar no passado.