Projeto Florescer: iniciado primeiro grupo operativo de 2020, em JP

Teve início, nesta quinta-feira (05/03) o primeiro grupo operativo de 2020 do projeto Florescer Mulheres, executado pelo Ministério Público da Paraíba em parceria com o Centro Universitário de João Pessoa (Unipê). Em João Pessoa, o projeto é executado pela promotora de Justiça Dulcerita Alves. A atividade tem o objetivo de conscientizar e oferecer ajuda psicológica e jurídica a mulheres em relacionamentos abusivos para que possam romper o ciclo da violência.

Sete mulheres estão participando deste grupo, que têm como facilitadoras as estudantes de psicologia Renata Lacerda, Lilian Vieira e Thaís Soares. Ao todo serão quatro oficinas realizadas sempre às quintas-feiras, no Centro de Apoio Operacional Cível do MPPB, localizado na Rua Almirante Barroso.

A promotora Dulcerita Alves destaca o simbolismo de iniciar o grupo no mês da mulher e os resultados alcançados até agora pelo projeto. “Estou muito feliz porque esse grupo começou em maio de 2019, ou seja, não tem ainda um ano e várias mulheres já foram atendidas e percebe-se claramente a mudança do dia do início até a data do fim das quatro oficinas que as mulheres saem mais fortalecidas. Aumentam a autoestima. Replicam o conhecimento e tornam-se protagonistas de seu destino. Isso faz toda a diferença. É um presente pras mulheres em situação de violência iniciar o mês das mulheres com mais um grupo Florescer”, disse.

A facilitadora Renata Lacerda ressaltou a diferença que o projeto faz na vida das mulheres. “O projeto é maravilhoso. A gente nota que as mulheres saem com outro aspecto; elas entram de um jeito e saem de outro. A gente ver como é gratificante pra elas poderem dividir a historia delas, se sentirem apoiadas. Eu me emociono em ouvir as historias, fico feliz em ver a mudança na vida delas, o fato de saírem das situações de violência, se tornarem mais independentes, mais fortalecidas. Adoro fazer esse lado social, poder melhorar a vida das pessoas, fazer as mulheres viverem melhor”, disse.

A coordenação dos alunos é da professora Leda Maia. A promotora Dulcerita informou que quem quiser participar de forma voluntária pode procurar o CAO Cível e será encaminhada pra nova turma que inicia no mês de abril. “Pode participar qualquer mulher vítima ou não de violência doméstica”, explicou.