Caso Rebeca – Júri condena réu a 31 anos de prisão

O 1° Tribunal do Júri de João Pessoa condenou o cabo Edvaldo Soares da Silva a 31 anos de prisão por ter estuprado e assassinado em coautoria a enteada Rebeca Cristina Alves Simões. O crime aconteceu no dia 11 de julho de 2011, quando a vítima tinha 15 anos de idade e ia à escola, em Mangabeira, na zona sul da capital paraibana. O caso ganhou grande repercussão social.

Conforme informou o promotor de Justiça Marcus Leite, o julgamento foi iniciado às 9h desta quinta-feira (28) e terminou por volta da meia-noite. Segundo ele, o crime foi investigado de forma minuciosa e havia provas robustas quanto à prática do homicídio qualificado, com coautoria com terceira pessoa, pelo motivo torpe e com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. Rebeca foi assassinada com arma de fogo. O corpo foi encontrado em Jacarapé.

A promotoria argumentou que os crimes foram motivados porque a vítima teria descoberto um relacionamento extraconjugal e homossexual entre o corréu e uma pessoa não identificada e ameaçou de revelá-lo à mãe. “O veredito foi bastante justo. Infelizmente, o copartícipe não foi encontrado, até porque o réu negou a autoria delitiva e não entregou o comparsa”, disse o promotor.

A sentença foi lida pelo juiz, Marcos William de Oliveira, com decisão por maioria dos votos. Pelo crime de homicídio qualificado, o magistrado aplicou uma pena de 21 anos e, pelo crime de estupro qualificado, mais dez anos de reclusão. (Artigo 121, § 2º, Inciso I e IV, a artigo 213, § 1º, combinado com o artigo 29 e 69 do Código Penal). A defesa vai recorrer da sentença, enquanto o réu permanece preso, preventivamente, no 1º Batalhão da Polícia Militar.

Com Ascom TJPB