O Tribunal do Júri de Campina Grande concluiu, nessa quinta-feira (26/02), os julgamentos dos processos pautados para o mês de fevereiro. Dez ações penais de crimes dolosos contra a vida foram julgadas. Em todas elas, o Conselho de Sentença acatou integralmente os pedidos do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e condenou os réus, de acordo com as penas e qualificadoras imputadas pela instituição ministerial.
Atuaram nos julgamentos os promotores de Justiça titulares do Tribunal do Júri, Luciara Lima Simeão Moura e Uirassu de Melo Medeiros. O promotor de Justiça Ernani Lucas Nunes Menezes atuou em algumas sessões como membro do Núcleo de Apoio ao Júri.
Nessa quinta-feira (26/02), foram julgados dois processos em que dois réus foram condenados por homicídio duplamente qualificado ocorrido em 18 de julho de 2022 no bairro do Monte Santo. De acordo com a denúncia do MPPB, os dois réus perseguiram e efetuaram disparos contra a vítima em plena luz do dia, no meio da tarde de uma segunda feira em uma rua comercial, Vereador Arrojado Lisboa, entre os bairros da Bela Vista e Monte Santo.
O julgamento começou às 9h e terminou por volta das 18h. Atuaram no caso os promotores de Justiça Luciara Simeão e Uirassu Medeiros. Conforme explicou a promotora de Justiça, os jurados reconheceram que os réus pertenciam à associação criminosa que dominava o bairro e praticaram o delito envolvendo a prática de inúmeros crimes, tendo sido a vítima decretada pelo poder paralelo de facções.
Os julgamentos
A promotora de Justiça comemorou o resultado obtido nos julgamentos. “Esse resultado é fruto de um trabalho criterioso do Parquet atuante no Tribunal Popular de levar a plenário casos em que realmente as provas demonstram com convicção a autoria dos delitos”, disse
Os promotores de Justiça reconheceram e agradeceram o trabalho, o empenho, o zelo e a dedicação dos jurados. “Os jurados são os verdadeiros juízes dessas causas, representantes da sociedade no âmbito do Poder Judiciário e que cumprem função nobre. A polícia investiga, o MP denuncia e leva adiante a acusação, o magistrado admite o julgamento em plenário, mas é o povo, representado pelos jurados, quem dá a palavra final”, destacou Uirassu.
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