Tecnologias para problemas dos lixões são apresentadas em reunião da Promotoria do Meio Ambiente

Na tarde dessa segunda-feira (1º), o promotor da 1ª Promotoria do Meio Ambiente da Capital em substituição, João Geraldo Barbosa, realizou uma reunião com o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, promotor Raniere Dantas, e o consultor da AG Consultoria, Ailton Gonçalves, que esteve acompanhado do técnico Danilo Sercundes. Na reunião, os representantes da consultoria apresentaram a tecnologia que vem sendo aplicada em diversos seguimentos da iniciativa pública e privada que vivenciam o problema da acumulação de resíduos sólido. Segundo o promotor, esse problema reclama medidas capazes de solucionarem as consequências danosas advindas dessa prática ilegal de eliminação de lixo urbano.

De acordo com o promotor, durante a reunião, ficou demonstrado que a acumulação de lixo sem um local, técnica e controle adequados e necessários à erradicação do impacto ambiental causado só agravam o ainda mais meio ambiente. Foi exposto que os reflexos da acumulação são facilmente identificáveis com a constatação de produção de gases tóxicos, contaminação do solo e do lençol freático, atração de animais transmissores de doenças, comprometimento da saúde pública, poluição e sequelas sociais.

O promotor informou que foram apresentadas alternativas existentes, como utilização de usina de tratamento de resíduos com geração de energia ou unidade de tratamento de resíduos através de reator de pirólise, porém o foco foi na utilização de incineradores para resíduos sólidos com capacidades de 50kg/h até 250kg/h. Segundo a apresentação, trata-se de um crematório com tecnologia 100% nacional, capaz de eliminar até 95% de todo o material incinerado, mesmo após a coleta seletiva não poluente, bem como com comprometimento de pequena de área para abrigo do equipamento – em torno de 8mx11m –, cuja alternativa deve ser considerada caso a caso, em razão do dimensionamento e realidade de cada demanda.

“A apresentação foi extremamente válida porque possibilita o conhecimento de técnicas alternativas, de avançada tecnologia, disponíveis não só para gestores públicos que precisam resolver o grave problema dos lixões e de aterros sanitários urbanos que nem sempre funcionam de forma ecologicamente correta, mas também, de outras searas produtoras de resíduos que impactam igualmente o meio ambiente, como o caso dos resíduos hospitalares que causam extrema preocupação quanto aos riscos de contaminação”, evidenciou o promotor.

João Geraldo disse ainda que a exposição foi esclarecedora quanto à existência de soluções para a resolução dos problemas de gestões públicas, inclusive por tais soluções não implicarem na concretização da persecução penal, também legalmente previstas para os crimes ambientais.