Projeto Refletir: integrantes da rede de proteção à mulher de seis municípios participam de capacitação

Vinte e um integrantes das redes de proteção da mulher dos municípios de São Bento, Patos, Campina Grande, Santa Rita, Cruz do Espírito Santo e Itabaiana participaram do curso de capacitação em grupos reflexivos para homens em situação de violência doméstica promovido, nesta terça-feira (31/03), pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).

O evento foi ministrado de forma remota pela professora do curso de Psicologia Leda Maia, parceira do projeto “Refletir”, idealizado e implementado pelo MPPB para combater a violência doméstica nos municípios paraibanos.

Os 21 participantes foram indicados pelos promotores de Justiça que atuam nessas localidades, atendendo ao chamamento do Centro de Apoio Operacional em matéria da Cidadania e Direitos Fundamentais (CAO Cidadania). “Atendemos à solicitação dos promotores de Justiça e promovemos essa capacitação para integrantes da rede de proteção à mulher. Posteriormente, o MPPB vai oferecer também uma capacitação para os promotores de Justiça para que eles se tornem aptos a instaurarem e executarem o projeto Refletir em suas promotorias de Justiça”, adiantou a promotora de Justiça, Dulcerita Alves, gestora do “Refletir”.

A professora do curso de Psicologia enfatizou que a capacitação tem como finalidade criar estratégias de enfrentamento diante das situações de violência doméstica e avaliou positivamente a experiência.

Ela reforçou que o projeto “Refletir” visa promover um processo de “reflexão responsabilizante” junto aos homens autores de violência com a finalidade de estimular o rompimento do ciclo de agressões. O programa consiste na formação de espaços propícios à assunção de responsabilidades, à ampliação do autoconhecimento, à vocalização de experiências e valores associados à subjetividade masculina. É uma oportunidade para que os homens possam se comprometer em construir, com suas parceiras, presentes ou futuras, relações mais cooperativas e solidárias, a partir do reconhecimento da violência praticada”, explicou.